segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Audiência Pública em Brasil Novo não explicou paralização do asfatamento Altamira/Medicilandia


Público Presente na Audiência.
Aconteceu no dia 17/2 Audiência Pública em Brasil Novo para debater os graves problemas da Transamazônica. Organizada pela Comissão de Justiça e Paz e pela Paróquia de Brasil Novo, a Audiência contou com a expressiva participação de 150 pessoas, muitos jovens estudantes, e diversas autoridades, entre as quais o Sr. Arapiraca - da Casa de Governo (vinculada ao Ministério de Planejamento), Antonildes - diretor da Unidade DNIT Altamira, Sérgio Souza - Semenge (empresa responsável pela execução da obra), Ivo Miller - prefeito de Medicilância, Alexandre Lunetti - prefeito de Brasil Novo, Fátima Rocha - presidente da Câmara Municipal de Brasil Novo e vários vereadores de Brasil Novo e Medicilância.
Autoridades
Ivo foi enfático: 'Está na hora de agir, o povo está cansado de sofrer, a firma que ganhou a licitação é uma firma falida. O contrato entre DNIT e Semenge precisa ser rompido'. Alexandre afirmou: 'passo em Anapu, Belo Monte e outros trechos, vejo que lá os trabalhos estão andando. Temos participado de reuniões em Brasília, é uma obra do PAC, o problema não é dinheiro. Precisamos saber se a  Semenge vai continuar aqui'. Sérgio Souza, representante da Semenge, disse que 'a empresa está em débito com vocês. Existe uma dívida do antigo DNER com a Semente, e ela não tem como arcar com esses custos'.
O contrato entre DNIT e Semenge para asfaltamento do trecho entre Medicilândia e Altamira foi assinado em junho de 2010. As obrs se iniciaram e pararam no final desse ano. Reiniciaram-se em março de 2011, mas em setembro pararam de novo. 
Arapiraca, casa de governo. Engenheiros Paulo e Antonildes DNIT. Eng. Sergio SEMENG
Arapiraca, casa de governo. Engenheiros Paulo e Antonildes DNIT. Eng. Sergio SEMENG
De acordo com Antonildes, todas as providências cabíveis à Unidade local do DNIT foram tomadas, agora depende de decisão da Diretoria Colegiada do órgão que se reúne todas as quartas-feiras em Brasília.
Braz Teixeira da Silva, membro da CJP - Comissão de Justiça e Paz, avalia que 'o ato nosso foi bom, uma iniciativa bem sucedida. Não tivemos a resposta satisfatória das autoridades, mas vamos continuar com outras atividades.

A Audiência Pública desse 17/2 faz parte de um processo mais amplo de moblização do povo, iniciado no dia 7 de novembro, com a paralização da Transamazônica. Uma das principais conquistas da luta é a melhora da ponte do Jarucu, onde ocorriam muitos acidentes. 


Texto e Fotos Claret e Antonio Nilso

Fotos: Altair costa

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