quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Preso em flagrante por crime de violência contra a mulher em Rurópolis


Está preso em Rurópolis, sudoeste do Estado, por violência doméstica familiar, Gabriel Cosmo da Costa, 23 anos, maranhense, natural de Jacurral Mirim. Ele foi preso no último dia 10, por volta das 21:30 horas, por policiais militares após ter ameaçado de morte a companheira, Noeme Silva de Lima Pereira. A prisão dele ocorreu no bairro do Leitoso, periferia do município. De acordo com o delegado Ariosnaldo da Silva Vital Filho, a vítima procurou a Polícia Militar para resguardar a integridade física, pois o companheiro teria acabado de chegar em casa aparentemente embriagado. Depois, passou a lhe ameaçar de morte. "Ele disse que iria disparar um tiro nela e depois quebrar os bens do casal", informou o policial. A guarnição da Polícia Militar imediatamente foi até o local e, após constatar os fatos, tentou localizar o agressor, mas ele teria fugido do local.
Logo após as buscas ao criminoso, ele foi preso em flagrante num bar no nairro do Leitoso. O acusado estava ingerindo bebida alcoólica na companhia de outra mulher. O delegado instaurou inquérito policial para apuração das agressões sofridas pela vítima. Segundo Ariosnaldo, a mulher já vinha sofrendo maus tratos do companheiro há algum tempo. "Inclusive ela teria levado uma cadeirada no rosto na semana passada, mas não quis registrar ocorrência", apurou. Ainda, explica o delegado, após a prisão do acusado, os policiais saíram em busca de armas, mas nenhuma foi encontrada em poder do acusado.
Por meio de depoimentos e denúncias de populares, a Polícia Civil investigou que a relação entre o casal era conturbada e que a própria vítima confirmou que o companheiro era usuário de drogas. O delegado Ariosnaldo da Silva Vital Filho afirmou que o trabalho das Polícias Militar e Civil foi concluído com êxito e culminou com a prisão do agressor. Ele explica que, de acordo com o recém-pronunciamento do Supremo Tribunal Federal sobre os casos de violência doméstica, mesmo quando houver desistência  por parte da vítima, o acusado pode ser denunciado pelo Ministério Público, processado e julgado pelo juiz da comarca pelos atos cometidos contra a mulher. Após ser lavrado o flagrante delito, o delegado informou que as peças do processo já foram encaminhadas ao fórum local para apreciação do juiz da comarca. O acusado responderá com base no artigo 147, do Código Penal Brasileiro, combinado com artigo 7º, da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).

Fonte: PC/PA

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