quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ativistas protestam a favor de manifestantes contra Belo Monte


SDDH realizou ato público a favor de suspeitos de invadir canteiro da usina.
Empresa responsável pela obra não se manifestou sobre o protesto.



























A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) realizou na manhã desta quinta-feira (28) uma manifestação para defender as pessoas que lutam e defendem o Rio Xingu. A manifestação foi em frente ao Banco Central, no Pará.
O ato público é a favor das 11 lideranças suspeitas de envolvimento nos protestos contra a construção da usina entre os dias 13 e 17 de junho, quando foi realizada na região de Altamira (sudoeste do Pará) um encontro paralelo ao Rio+20 chamado Xingo+23. Durante a conferência, a Polícia Civil do Pará pediu à Justiça a prisão preventiva de 11 pessoas que teriam participado de atos contra a usina que teriam resultado em danos ao patrimônio do Consórcio Construtor.
Segundo Sérgio Guedes, advogado da SDDH, o Consórcio Construtor Belo Monte tenta parar o movimento “Xingu Vivo” através de mandados judiciais. “A manifestação ocorre para pedir justiça às pessoas envolvidas, até porque não foi premeditado as atitudes agressivas durante o protesto de defesa a cultura indígena e da natureza”, explica.
Ainda segundo Guedes, o ato foi pensado no Xingu +23, mas, as pessoas que estavam à frente do protesto não se controlaram e acabaram depredando alguns equipamentos à usina hidrelétrica em Belo Monte.
Para a moradora da Vila de Santo Antônio, a 50km de Altamira, Domingas Martins, 59 anos, é importante que haja o protesto para defender as pessoas que moram na região. “Os indígenas e nós moradores, estamos nestas terras a muito tempo, e a construção de Belo Monte vai influenciar o nosso modo de vida. O fato é que todas essas discussões vão acabar em uma guerra desnecessária, muitas vidas se perderão se essa construção não for detida”, conta a moradora indignada.
Na manifestação, as categorias que estão em greve no Pará estiveram presentes no local para apoiar o Movimento Xingu Vivo e suas lideranças. Durante o ato, os ativistas utilizaram apitos e carro de som, atrapalhando as atividades do Banco Central, na avenida Castilhos França, emBelém.

Para um dos funcionários do Banco, que não quis se identificar, os andamentos das atividades do local estavam praticamente impedidos pelo barulho. “Não estamos conseguindo trabalhar direito. Sou contra esse protesto por ter iniciado com agressividade lá no Xingu. Só espero que eles não resolvam quebrar nada por aqui”, diz o funcionário.
O ato prejudicou o trânsito no centro de Belém, causando congestionamentos. Alguns motoristas chegaram a dirigir na contramão para conseguir sair do local.


Por: G1

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