quarta-feira, 25 de julho de 2012

PROFESSORES DA UFPA DECIDEM MANTER A GREVE

Em assembléia na manhã de ontem, os professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) rejeitaram a proposta de reajuste governo por unanimidade e mantiveram a greve, que já se arrasta por 68 dias. Ao todo, 82 docentes participaram da Assembleia Geral, que ocorreu no hall da reitoria. A próxima reunião dos professores está marcada para quinta-feira (26), às 9h30, na universidade.

Na Assembleia, a diretora geral da Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), Rosimê Meguin, fez um paralelo entre a proposta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e o que propõe o governo federal.

Segundo Rosimê, enquanto o Andes reafirma a carreira única em 13 níveis, com variação de 5% entre os níveis de progressão, o governo federal propõe estrutura de carreira por hierarquia, com variação percentual diferenciada entre níveis. O reajuste de 45% que foi anunciado pelo governo é tido como 'ilusório' pela categoria. 'Esse percentual seria apenas para os professores titulares, que alcançam o topo da carreira. O governo está pregando a discriminação entre a categoria. Nós recusamos a proposta por unanimidade e agora voltaremos para a mesa de negociação', avaliou Rosimê. Ainda de acordo com a professora, o governo quer pagar o reajuste aos professores em um parcelamento de 3 anos, o qual a categoria considera 'vergonhoso'. 'O último reajuste que tivemos, em 2008, foi parcelado de três vezes, e agora o governo quer fazer isso de novo. Não conheço nenhuma outra categoria que receba reajuste em três anos', afirmou.

Na Assembleia, ficou decidido que os professores irão solicitar ao comando nacional de greve um estudo de impacto da proposta do Andes-SN no orçamento da União e sua viabilidade econômica. Também será feita uma carta aberta à população para esclarecer o porquê da rejeição à proposta do governo.

O Liberal

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