segunda-feira, 1 de abril de 2013

1º DE ABRIL: DIA QUE NEM TODA MENTIRA É PERMITIDA


Quem nunca mentiu na vida que atire a primeira pedra. Seja por medo, vergonha, ou até por brincadeira, o hábito de mentir faz parte do cotidiano social e muitas vezes é uma forma de evitar conflitos e magoar as pessoas. Para quem gosta de uma mentirinha do bem, o dia 1° de abril é a data para comemorar e se divertir com esse costume secular. Já para quem fez da mentira o pano de fundo da própria vida, hoje é um dia de reflexão de conduta.
De acordo com a psicóloga Niamey Grahen, o ato de mentir surge ainda na terceira infância, geralmente por motivos fantasiosos e infantis. “A mentira da terceira infância, entre os sete e dez anos de idade, é a mentira por fantasia, quando a criança conta coisas que queria ter feito ou vivido. A criança desta idade já tem a noção do que é certo e o que é errado, mas em geral são mentiras sem maldade, por fantasia ou por medo de ser punida”, explica. “Se uma criança percebe que o pai ou a mãe mente, seja por motivos pequenos, como ao receber uma ligação mandar dizer que não está em casa, embora esteja, a criança vai achar que esse tipo de atitude é normal, correto, e vão passar a dissimular e seduzir para alcançar os objetivos”.
Da mentira lúdica na infância até a idade adulta, o ato de mentir vai ganhando novos contornos, influenciados principalmente pela convivência em sociedade. A necessidade de aprovação, ou mesmo o desejo de evitar atrito com outras pessoas, motivam as chamadas ‘mentiras sociais’. “A mentira social é aquela dita para evitar um mal estar social, como quando alguém pergunta para você se está bonito e você diz que sim, embora a pessoa não esteja. Ou mesmo quando alguém lhe cumprimenta e pergunta se você está bem e a resposta é sim, não que seja verdade”, afirma a psicóloga. “Nem tudo que a gente acha que é sinceridade é para se falar. Existe hora, local, pessoa e momento certo para isso. É preciso ter bom senso e capacidade de percepção”.
“Já perdi as contas de quantas vezes menti, seja a mentira social quanto a anti social!”, brinca André Dias, 42. O autônomo acredita que uma mentirinha à toa não faz mal pra ninguém, mas que a coisa muda de figura quando se trata de coisas mais sérias. “Adoro contar potocas, pra mim é uma terapia. Gosto de brincar, mas com coisa séria eu não consigo, é algo da minha índole. Principalmente relacionado a questões profissionais. Nunca passei ninguém pra trás nem ganhei benefícios com mentiras”.

O DIA
O dia 1° de abril foi intitulado como o Dia da Mentira ainda na França, quando o Rei Carlos IX, instituiu o dia primeiro de janeiro como o início do ano. Muitas pessoas se confundiram com a nova data, já que antes era comemorada do dia 25 de março à 1° de abril, e continuaram comemorando o ano novo neste período. Isso virou motivo de gozação entre as pessoas que adotaram a nova data, e passaram a fazer brincadeiras e enviar presentes estranhos às pessoas.
Ainda hoje a data é lembrada na França por meio dos famosos trotes, como lembra o turistaCédric Polumar. “Uma vez eu resolvi fazer uma brincadeira de 1° de abril com a minha tia. Liguei pra ela fingindo ser um apresentador e disse que ela tinha ganhado um prêmio em dinheiro. Ela ficou muito feliz. Daí ‘enviei’ o prêmio, e quando ela abriu o pacote era um peixe!”, ri.

Fonte: DiarioOnline

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