sábado, 18 de janeiro de 2014

JATENE É CONDENADO PELA JUSTIÇA ELEITORAL POR USO INDEVIDO DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Juiz eleitoral condena Jatene por uso indevido de meios de comunicaçãoA justiça eleitoral de Dom Eliseu, no sudeste do estado, condenou o governador do Pará, Simão Jatene, por abuso de poder político e econômico e uso indevido de meios de comunicação. A sentença, datada de 15 de janeiro, deixa o governador inelegível pelos próximos 8 anos, a partir de 2012: com isto, ele não perde o cargo, já que foi eleito em 2010, mas não poderia concorrer nas eleições de 2014.

Segundo o juiz Gabriel Costa Ribeiro, da 51ª zona eleitoral, Jatene fez campanha para a eleição do prefeito do município, Joaquim Nogueira Neto, e seu vice, Gersilon Silva da Gama, ambos filiados ao PMDB – partido apoiado por Jatene nas eleições de 2012, que venceu o pleito com 53% dos votos válidos. Nogueira e Gama  também são réus do processo, e foram condenados à mesma pena do governador. Como a dupla foi eleita em 2012, a justiça determinou que o presidente da câmara assuma a chefia do executivo municipal.

De acordo com o tribunal, Jatene concedeu uma entrevista pedindo votos para a chapa de Joaquim Neto. Esta entrevista teria sido exibida continuamente em uma rede de televisão local, violando o princípio da igualdade da campanha eleitoral, já que não houve propaganda eleitoral na televisão no município – o que teria prejudicado a campanha do candidato Gaston Siviero, do PT, que foi derrotado por uma margem inferior a 1.500 votos.

Em entrevista coletiva, o senador Flexa Ribeirox disse que Simão Jatene, está de férias, apenas apoiou os candidatos da coligação, não podendo ser responsabilizado pela exibição irregular da entrevista. Ribeiro acredita ainda que a ação é equivocada, e descarta a possibilidade de Jatene não concorrer nas próximas eleições.
Outras condenações
Além do governador, do prefeito e do vice, também foram condenados Jefferson Deprá, Raimundo Euclides Santos Neto e Jhonas Santos de Aguiar. Todos foram considerados inelegíveis por 8 anos, segundo o artigo 22 da lei complementar 64/90. O G1 tenta contato com os réus, mas ainda não foi atendido.


G1 PA

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