quarta-feira, 27 de maio de 2015

NATAN CONTINUA DESAPARECIDO E SEUS PAIS NÃO DESISTE NA ESPERANÇA DE ENCONTRÁ - LO


Na última segunda-feira (25) foi o dia da criança desaparecida. Só quem passa por essa situação sabe o quanto é difícil não saber onde e nem como encontrar seu filho. Na região metropolitana de Belém, desde o início de 2015, mais de 160 meninos e meninas desapareceram. De acordo com a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), o número de meninas desaparecidas é quase três vezes maior do que de meninos.
O filho de Paulo César está desaparecido há oito meses. Natan Moreira da Costa, de 9 anos, foi visto pela última vez em setembro de 2014, na frente da casa da família, em Altamira, sudoeste do estado. A polícia não têm pistas do que pode ter ocorrido, mas o pai não perde a esperança.
“Eu tenho a esperança de encontrar o meu filho, eu tenho certeza que ele está com alguém. Ele pode não estar aqui no Pará, pois deve estar em outro estado. O Brasil é muito grande e ele deve estar em algum interior”, diz o pai de Natan.
Segundo o psicólogo Rodrigo Afonso, os pais devem sempre discutir de forma aberta com os filhos. “A tecnologia permite alguns meios dos pais estarem vigiando que tipo de conteúdo os filhos estão acessando. Os pais podem ter uma discussão bem aberta à respeito dos assuntos que interessam os filhos”, explica o psicólogo.Para o diretor do Data, Fabiano Amazonas, a maioria das crianças sai de casa por causa de conflitos com os pais. “Há uma divergência com os pais, ou pelo desconhecimento deles sobre alguma relação ou por consequência dessa relação e estarem realmente em conflitos, pelo fato do pai e a mãe não quererem. E aí o filho sai de casa. Você prefere invadir a privacidade do seu filho ou perdê-lo? Eu prefiro que ele fique em casa”, conta.
G1 Pará

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