segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

ABASTECER COM GASOLINA JÁ ESTÁ CUSTANDO MAIS CARO

IMI

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Abastecer com gasolina  já está custando mais caro (Foto: Ney Marcondes)
O empresário João Sepe gasta, em média, R$ 350 com gasolina por mês. Ele teme que este seja epenas o 1º dos muitos reajustes de 2016 (Foto: Ney Marcondes)
Determinado desde o último dia 28 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o 1º reajuste no preço da gasolina de 2016 já é praticado em muitos postos de Belém. O aumento de 5,37% está autorizado desde o último dia 1º. Com o gasto com o combustível ainda pensando no bolso após a viagem para curtir o feriado do Réveillon no distrito de Mosqueiro, a professora Claudiana Soares, 37 anos, abasteceu ontem, já com o novo preço. 
Em um posto de combustível localizado na esquina da travessa Humaitá com a avenida Almirante Barroso, o preço cobrado pela gasolina comum passou de R$3,67 para R$3,739. “Esses aumentos pesam no bolso. Decidimos viajar no final de ano e sentimos bastante o gasto com combustível”. 
Estimando que, por mês, o gasto com gasolina chegue a 35% do seu orçamento, a professora afirma que continua usando o carro por necessidade. “Não está fácil lidar com esses aumentos, mas depender do transporte público oferecido na nossa cidade ainda é pior porque não tem qualidade”, compara. O frentista Alexandre Monteiro, 37 anos, aponta que, no posto em que ele trabalha, o aumento foi repassado para as bombas no último sábado. 
“Quando saiu a notícia de que iria aumentar em dezembro, alguns clientes reclamaram realmente”, recorda. Apontado a partir de uma pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) antes do aumento, o menor preço cobrado pelo combustível em Belém era de R$3,550 e o maior de R$3,799. 
AUMENTO
Em uma rápida circulada na cidade na manhã de ontem, porém, já era possível ver postos cobrando R$3,85 e até R$4,099 pelo litro da gasolina comum paga com cartão de crédito. Tentando amenizar os impactos usando como combustível o etanol, o empresário João Sepe, 56 anos, ainda encontrou um posto onde o aumento ainda não havia sido transferido para a bomba, localizado na esquina da avenida Alcindo Cacela com a travessa Diogo Móia. Segundo ele, os gastos com combustível chegam a R$350 por mês. “Eu estou colocando até um pouco de álcool para ver se ameniza, mas está complicado”.
Lembrando que foram muitos os aumentos sofridos ao longo de 2015, ele já se preocupa com o que está por vir em 2016, considerando que um reajuste já ocorreu no 1º dia do ano. “O que complica é que aumentam o preço, mas a qualidade do combustível não melhora. A gente tem de escolher muito bem o posto para não correr o risco de comprar uma gasolina de baixa qualidade”.
Motorista aposentado, Gimas França, 65 anos, também diz já não saber o que esperar quando se dirige até um posto de combustível. A impressão que ele tem é de que, a cada volta, encontrará um preço diferente. “Está muito caro e o tempo todo é aumento”, reclama. “Desse jeito fica difícil organizar o orçamento”.
(Cintia Magno/Diário do Pará)

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