quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PF DETÉM SUSPEITO POR FRAUDE NO ENEM EM SANTARÉM-PA

A Polícia Federal fez na tarde deste domingo (6) diferentes operações contra fraudes na realização do Enem. As ações atingiram oito Estados. Foram 11 presos por utilizar pontos eletrônicos na prova. Em um dos casos, um candidato usava um ponto eletrônico no ouvido tão pequeno que teve de ser retirado com a ajuda de uma pinça.
No Pará, como parte da Operação "Jogo Limpo", um dos mandados teve como alvo uma pessoa no município de Santarém, região oeste do estado. Uma equipe da polícia deteve o suspeito de fraude logo após a prova deste domingo (06), que ele realizava na Escola Estadual Plácido de Castro. Ela estava com a cola em um pedaço de papel com as respostas da prova. A maneira como ela conseguiu as respostas ainda estão sendo investigadas pela PF. Ela foi conduzida até a delegacia da Polícia Federal em Santarém, e liberado após pagamento de fiança.
Em Montes Claros (MG), de acordo com a PF, a operação "Embuste" cumpriu simultaneamente 28 mandados judiciais expedidos pela Justiça -15 de busca e apreensão, cinco de sequestro de bens, quatro prisões temporárias e quatro conduções coercitivas. O grupo tentava fraudar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), vendendo vagas especialmente para o curso de medicina.
Segundo a Polícia Federal, o grupo contava com especialistas que realizavam as provas como se fossem candidatos. Essas pessoas transmitiam o gabarito para outros estudantes que pagavam pelo serviço criminoso. A informação era transmitida por meio de uma rede telefônica.
Os supostos envolvidos nessa organização criminosa já teriam fraudado ao menos dois processos seletivos em 2016: um vestibular em Mineiros (GO), nos dias 15 e 16 de outubro, e um vestibular de medicina em Vitória da Conquista (BA), nos dias 22 e 23 de outubro.
A Polícia Federal diz que os presos poderão responder pelos crimes contra a fé pública, o patrimônio e a paz pública. As penas podem ultrapassar os 20 anos.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Franco Perazzoni, ainda não é possível dizer o valor pago pelos candidatos à quadrilha fraudadora. Ele no entanto citou que existem registros de venda de gabaritos em concursos públicos que variam de R$ 40 mil a R$ 200 mil.
JOGO LIMPO
Na operação "Jogo Limpo", que cumpre 22 mandados de busca e apreensão nos Estados de Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará. A operação também tem ligação com fraudes no Enem.
A partir de gabaritos apresentados em anos anteriores, a PF e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) identificaram 22 pessoas que teriam apresentado respostas suspeitas de fraude e que fariam o Enem em 2016. Para a PF, essas pessoas participavam de um esquema fraudulento de concursos.
Em outros anos, o exame também já sofreu com fraudes. Em 2009, houve o vazamento da prova e em 2011, antecipação de perguntas a alunos do Ceará.
(Com informações da Folhapress)

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