segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

32 MORTES PESSOAS SÃO EXECUTADAS APÓS MORTE DE PM

Os números são assustadores. Desde o assassinato do soldado Rafael da Silva Costa, 29 anos, da Polícia Militar (PM), morto com um tiro na cabeça, na manhã da última sexta-feira (20), até a noite de ontem, a Grande Belém registrou 32 mortes com características de execução sumária. O episódio é similar ao ocorrido em novembro de 2014, quando 11 pessoas foram mortas na capital, após o assassinato do cabo Pet.
As mortes deste fim de semana começaram após o assassinato do soldado Rafael, morto no bairro da Cabanagem, em Belém. As 32 execuções contabilizadas pela reportagem do DIÁRIO, por meio de documentos da polícia, ocorreram em Belém, Ananindeua e Marituba. 
Além dos mortos, existem várias pessoas feridas com arma de fogo no Hospital Metropolitano, em Ananindeua, e Prontos-Socorros do Guamá e 14 de Março, em Belém, todas alvejadas após a morte do PM. 

DOR E MEDO


As mais recentes vítimas da violência sem limite que assola a Região Metropolitana de Belém têm nome, documento, famílias e endereços. Nesta edição, o DIÁRIO apresenta uma série de reportagens especiais abordando um dos assuntos que mais preocupam a população paraense: a insegurança. A dor das famílias, o medo dos cidadãos e a crítica de políticos e representantes dos Direitos Humanos também fazem parte do conteúdo.
Mortes em série superam três vezes a chacina de 2014
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Carlos Bordalo (PT), destaca que as mortes brutais do fim de semana superam as do episódio ocorrido entre a noite do dia 4 e madrugada de 5 de novembro de 2014. A “Chacina de Belém”, como ficou conhecida, ocorreu após o assassinato do cabo Pet e deixou 11 mortos em 5 bairros da capital. 
“Nesse período, só vimos crescer as ações de grupos de extermínio e o Governo teimosamente se recusava a admitir”, pontua. Lélio Costa, deputado estadual pelo 
PCdoB, confirma que, durante a semana, a bancada de oposição a Jatene, na Alepa, que está em recesso, deve se reunir para discutir um posicionamento.

Ele entende o cenário como a representação de uma gestão irresponsável com a Segurança Pública. “Não existe média. Qualquer estatística de homicídio é inadmissível”, analisa. 

Fonte:DOL

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