quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

GASOLINA FICA MAIS CARA E POSTOS PREPARAM PROTESTO

Os proprietários de postos de combustíveis da Grande Belém e Castanhal farão um grande ato, hoje, contra o Governo do Estado, que, segundo eles, tem carregado na cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que torna o litro da gasolina mais caro para o consumidor. À meia-noite de hoje, entrou em vigor o aumento do preço de pauta, fazendo com que cada paraense que abasteça pague R$ 1,149 de ICMS, a cada litro de gasolina, sem falar nos outros impostos que ficam em torno de 40% do valor cobrado ao consumidor final.

E, em virtude da insatisfação com o preço abusivo do aumento de pauta, os donos de postos de combustíveis resolveram promover uma ação para alertar a população e informar que o valor cobrado causa desgosto não só aos condutores, mas também aos empresários do setor, que são penalizados com os reajustes feitos pelo Governo do Estado. Em nota enviada à redação do DIÁRIO, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Pará (Sindicombustíveis) define o reajuste como abusivo e lesivo ao bolso dos consumidores.
“Enquanto nas outras regiões do País chega a nova redução nos preços dos combustíveis nas refinarias, definida pela Petrobras na última semana, no Pará a realidade é outra. O ICMS definiu a alteração no Estado: ao invés de reduzir, os valores dos combustíveis podem ficar mais caros, em virtude do novo aumento do preço de pauta que entra em vigor nesta quarta”, diz um trecho do documento.
ESCLARECIMENTO
Os donos de postos decidiram colocar faixas em seus estabelecimentos. “Indicar ao consumidor que o preço é caro devido ao valor do imposto estabelecido pelo Governo do Estado. É o principal objetivo do ato”, finaliza o texto.
VAI DOER
A partir de hoje, o paraense pagará mais caro pelo litro de gasolina nos postos da Região Metropolitana de Belém. “Haverá um novo aumento do “preço de pauta”, fazendo com que cada paraense pague R$ 1,149 de ICMS a cada litro de gasolina consumida”, explica o presidente do Sindicombustíveis, Ovídio Gasparetto.
Para o litro do etanol, foi registrado preço médio de R$ 2,929, com valor mínimo de R$ 2,259 e máximo de R$ 4,399. Já o metro cúbico do gás natural veicular (GNV) teve preço médio de R$ 2,205 na semana avaliada, com preço mínimo de R$ 1,749 e máximo de R$ 2,999. Foram pesquisados 5.679 postos brasileiros no caso da gasolina, 301, no do GNV e 5.101, no do etanol.
Por Estados da Federação, o Acre lidera o ranking dos mais altos preços de gasolina cobrados dos consumidores, com R$ 4,302 o litro, em média. Seguem-se o Pará, com R$ 4,093; o Rio de Janeiro (R$ 4,046); e Rondônia (R$ 4,027). Pernambuco apresentou o menor valor médio: R$ 3,501 o litro.
No caso do etanol, Mato Grosso e São Paulo mostraram os menores preços médios cobrados na bomba, de R$ 2,743 e R$ 2,792 por litro, respectivamente. Os maiores valores médios foram encontrados em Roraima (R$ 3,800), no Rio Grande do Sul (R$ 3,787) e no Pará (R$ 3,766).
(Diário do Pará)


A 2ª GASOLINA MAIS CARA DO PAÍS
O levantamento semanal feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que, entre 22 e 28 deste mês, o preço médio do litro de gasolina vendido ao consumidor no Brasil alcançou R$ 3,765. Os preços mínimo e máximo da gasolina na bomba foram, respectivamente, de R$ 3,149 e R$ 4,949.

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