segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

PARÁ REDUZ EM 62% CASOS DE DENGUE E SEGUE PARA ERRADICAR A MALÁRIA

Os casos confirmados de dengue no Pará caíram 62,35% no período de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2014. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a queda foi de 7.958 casos confirmados para 2.996, e as mortes caíram de oito para duas. Todos os dados são informados ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que confirmou a queda em relatório recente, mesmo analisando um período diferente.
Os primeiros dados de 2015 saem nesta quinta-feira (15), mas a Sespa é otimista e reforça a redução da dengue. “Todos os nove municípios com mais casos receberão as capacitações para as equipes de combate a endemias já em fevereiro. Parauapebas teve 510 casos no ano passado, seguido de Senador José Porfírio, com 407”, diz o diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso.O Ministério da Saúde apontou, em levantamento divulgado na segunda-feira (12), queda de 47,95% nos casos de dengue no Pará, mas os dados referem-se ao período de 29 de dezembro de 2013 a 27 de dezembro de 2014, ou seja, cerca de um ano a menos que o período analisado pela Sespa. O resultado, ainda assim, deixa o Estado no grupo dos que alcançaram os melhores índices de combate à dengue do Brasil, em quinto lugar.“Em 2010, foram quase 40 mortes causadas por complicações com a doença. Diminuímos a incidência do mosquito, e obviamente reduzimos os casos. São Paulo é o Estado com mais casos, mas também é o mais populoso. Só para se ter ideia, em Minas Gerais foram registradas mais de 180 óbitos por dengue em 2014”, informa Bernardo Cardoso.Malária – Para o diretor de Endemias da Sespa, a erradicação da malária é perfeitamente possível este ano no Estado. “Em 2010 o Pará tinha 228 mil casos de malária, em 2011 começamos um trabalho que foi diminuindo drasticamente os registros. Em 2013, foram 33 mil casos, e em 2014, 13 mil, queda de 38,74%. Ainda que numericamente pareçam muitos, quando dissolvidos em um território desse tamanho, vemos que não é tanto. Dos 144 municípios paraenses, apenas 16 têm casos, e todos foram tratados, com nenhum óbito. Os maiores problemas estão nos municípios em região de garimpo, onde faremos visitas nesse ano”, explica.O Pará controla as sete endemias que ainda resistem no Estado: dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose, raiva, ofidismo (picada de cobra) e hantavirose (transmitida pelas fezes e urina de rato). Aquelas com maior incidência foram reduzidas no mínimo mais de 38% de 2013 para 2014, contando o ano do começo ao fim. A meta deste ano é diminuir a quase zero os casos de malária.Chikungunya – O vírus Chikungunya também está controlado, e não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. “Nossa preocupação com esse vírus é semelhante à que temos com a dengue. Para ambas as doenças o tratamento é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas, então é preciso diminuir a incidência do mosquito transmissor”, diz o diretor de Endemias da Sespa.Dos 60 casos notificados do vírus, apenas 16 foram confirmados. “Nenhum evoluiu para casos graves, e todos foram transmitidos fora do Estado, na Guiana, Caribe e Oiapoque. Os casos se concentraram na Região Metropolitana de Belém”, revela. A febre Chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus e transmitida por mosquitos do gênero Aedes. Os sintomas da doença são semelhantes aos da dengue – febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema – e costumam durar de três a dez dias.Gabriela AzevedoSecretaria de Estado de Comunicação

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