sexta-feira, 31 de março de 2017

EMATER ATUA PARA RETOMAR EXTRAÇÃO DE BORRACHA EM SOUZEL

Ao longo deste ano, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) vem adotando uma série de medidas para estimular 40 famílias da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Vitória de Souzel, na Transamazônica, a retomar o trabalho com seringais, atividade abandonada desde 2013 por falta de compradores e de problemas no repasse do subsídio específico para a atividade por parte do governo federal, entre outras dificuldades.
A reserva fica em Senador José Porfírio, mas, por conta da proximidade geográfica com o limite de Vitória de Xingu, desde 2014 é atendida pelo escritório local da Emater do município vizinho. Atualmente os moradores vivem da pesca artesanal e do plantio de milho e melancia, entre outras culturas.
De acordo com o técnico em agropecuária Raimundo Neto, da Emater, ações como assistência técnica regular, padronização das pranchas e uso de coagulante na coleta de látex, assim como acesso a crédito rural e estabelecimento de parcerias com a prefeitura e até entidades internacionais, podem reencaminhar a cadeia produtiva da borracha no complexo de ilhas da região.
“Cada família possui de três a quinze hectares ocupados por seringueiras. Pretendemos fazer um levantamento preciso para identificar cada ‘vereda’. Uma referência de geração de renda é o estado do Acre. Lá, as famílias conseguem uma média de três e meio a quatro a salários mínimos de renda, extraindo látex entre os meses de setembro e novembro”, explica Neto.
No segundo semestre de 2016 o técnico participou, representando a Emater, de uma capacitação do projeto Florestabilidade, da Fundação Roberto Marinho, pela qual realizou um Diagnóstico Rural Participativo (DRP) da Souzel. O documento reúne informações simplificadas, a partir de 22 entrevistas e pesquisa bibliográfica com fonte da Universidade Federal do Pará (UFPA). O DRP já tem ajudando a nortear o entendimento dos desafios que a Emater e parceiros institucionais têm pela frente.
Por Aline Miranda

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