terça-feira, 21 de março de 2017

MST LAMENTA MORTE DE MILITANTE DENTRO DE HOSPITAL EM PARAUPEBAS


Waldomiro era militante do MST, mas estava afastado das
atividades para cuidar do seu lote de terra.
(Foto: reprodução/Facebook)  
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) emitiu uma nota comentando o homicídio do militante Waldomiro Costa Pereira, executado a tiros dentro do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), no sudeste paraense, onde estava internado, nesta segunda-feira (20).
Waldomiro havia sofrido uma tentativa de homicídio no sábado (18), em um terreno de sua propriedade, por duas pessoas que fugiram sem serem identificadas. Ele foi encaminhado para o HGP, onde ficou internado até a madrugada de hoje, quando o local foi invadido pelos executores.
Em uma nota oficial, o MST afirmou que Waldomiro era militante do movimento desde 1996 e que foi um dos envolvidos na ocupação e criação do assentamento 17 de Abril, onde morou desde então.
O movimento ainda afirmou que atualmente ele "não estava participando das instâncias de direção do Movimento Sem Terra, se dedicando ao lote onde vivia" e que também havia assumido um cargo na prefeitura de Parauapebas.


A nota afirma ainda que não o MST "desconhece os motivos do crime", mas que "este é mais um assassinato de trabalhadores no Estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligência do Estado em apurar e punir os crimes desta natureza."
O MST encerra a nota afirmando esperar "que as autoridades tomem as providências necessárias para julgar tamanha brutalidade cometida por um estado de violência que representa a banalização da vida em nossa sociedade."
Policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá, das seccionais de Marabá e de Parauapebas, e da Divisão de Homicídios, de Belém, atuarão nas investigações, em conjunto com a Delegacia de Eldorado dos Carajás.
Fonte: DOL 

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