terça-feira, 23 de maio de 2017

CRIANÇAS BRINCAM COM LIXO HOSPITALAR EM ALTAMIRA

Moradores denunciam a gravidade do descarte de centenas de medicamentos vencidos, luvas de látex, seringas usadas e ampolas, material descartado de forma clandestina em via pública na cidade de Altamira, no sudoeste do Pará. A nossa reportagem foi procurada por moradores do Bairro Independente 3, ao lado do Batalhão da Polícia Militar, que reclamam da constante entrada e saída de veículos de uma rua que levava ao balneário Pajé, lá os veículos descarregam um vasto material clínico, deixando crianças vulneráveis ao material.
Neste final de semana, moradores flagraram crianças brincando com as agulhas no local, após o registro da foto, o morador os retirou do local e avisou os pais para não deixar os menores na área, pelo risco de contaminação. Nesta segunda-feira (22) nossa equipe foi até o local e pode registrar várias cartelas de medicamentos vencidos, alguns ainda na caixa. Não se sabe a origem do lixo clínico.
NOTA
Procuramos o órgão público responsável pela fiscalização na cidade, conversamos com Wesley Storch que está à frente da SEMAT – Secretaria de Meio Ambiente de Altamira, ele informou por telefone, que esse tipo de descarte é crime ambiental com punição prevista no Artigo 56 da Lei de Crimes Ambientais. Wesley garantiu que uma equipe vai fazer os levantamentos para tentar chegar aos responsáveis pela ação desastrosa e que tomará as medidas cabíveis.
O material foi recolhido ainda durante a manhã desta segunda-feira (22), por uma equipe do Departamento de Limpeza Pública, órgão ligado a SEMAT. 

PROJETO DE DESCARTE CORRETO

A Secretaria de Meio Ambiente de Altamira, já está colocando em prática um trabalho mais aprofundado para o recolhimento do lixo hospitalar nas instituições públicas e empresas privadas, o planejamento já começou a dois meses, e as instituições públicas já estão sendo visitadas, ainda neste semestre as empresas privadas passaram por um cadastro para se adequarem ao projeto que visa principalmente evitar incidentes como o mostrado na reportagem.
Por: Felype Adms e Midiane Chaves

Nenhum comentário:

Postar um comentário